Vitória!

Vereador Marcel Alexandre demonstra grande habilidade política e lidera o movimento que arquivou o projeto que concederia Título de Utilidade Pública à Associação das Prostitutas.

Após uma semana de polêmicas, debates e acusações, o projeto que concederia Título de Utilidade Pública à Associação das Prostitutas no Amazonas foi finalmente votado, no dia 31 de março, quando recebeu 19 votos contrários e nove votos favoráveis. Este placar não apenas arquivou o projeto, mas também surpreendeu ao revelar muito acerca da realidade política de Manaus.

Surpresas, agradáveis ou não, foram o posicionamento de alguns parlamentares que revelaram suas verdadeiras convicções. Foi com muito pesar que observamos como alguns parlamentares se manifestaram favoráveis ao projeto, sem conseguirem assimilar a complexidade e as irregularidades da pauta, o que foi amplamente discutido na Câmara. Também foi com pesar que ouvimos frases como “deixar a moral de lado”, “defender as minorias”, além das mais diversas formas de acusação.

Em contra-partida, foi muito gratificante ver que houve parlamentares (inclusive não evangélicos) que tiveram a maturidade de interpretar o projeto dentro de uma ótica moral, ética e legal, que perceberam que a proposta era questionável em diversos aspectos, e que se posicionaram contra, e graças aos quais, o projeto foi derrotado na votação do último dia 31. Observe e interprete o leitor, como julgar necessário, a lista e os votos de cada vereador que está em anexo.

Algumas das surpresas mais agradáveis vieram da própria população, que por diversas vezes manifestou apoio à iniciativa do Vereador Marcel Alexandre. Esse apoio foi expresso através de ligações ao gabinete, e-mails e debates na Internet, mas principalmente, nos corredores da Câmara e nas ruas. Essas manifestações, muito mais numerosas que as de reprovação, foram o que fortaleceu a convicção de que a população, em sua maioria, não apoiava aquele projeto, disse o Vereador Marcel Alexandre.

Já a surpresa mais desagradável foi a forma como os veículos da mídia local interpretaram a discussão e o posicionamento da maioria. Foi impressionante constatar que, independente do quanto se argumentássemos, ou do mais eloquente que se procurássemos ser, ainda assim a mídia local (principalmente os jornais) insistiram em definir a visão da maioria da população com termos como “discriminação”, “hipocrisia”, “preconceito” e “intolerância”.

Mas o melhor de tudo foi ver a forte articulação política da bancada evangélica da Câmara Municipal. Esta surpresa provou que, independente das divergências e adversidades, a bancada evangélica possui potencial político e é capaz de articular-se para defender os ideais de ética, moralidade e legalidade, muito além dos interiores das Igrejas.

Repare, o leitor, que se não tivéssemos uma bancada evangélica representativa e atuante, projetos como esse seriam facilmente aprovados, inclusive sem que houvesse uma devida discussão sobre os aspectos legais, éticos e morais. Esse nível de discussão só é alcançado quando existem representantes que analisam cada proposta dentro das perspectivas das mais diversas parcelas da sociedade, inclusive a nossa, evangélicos, que temos a perspectiva dos padrões do cristianismo.

Isso mostra o quão importante é que os evangélicos tenham representantes que defendam seus ideais. Representantes políticos. Pessoas que ocupam cargos de governo e que tenham autoridade para legislar sobre o povo, e que, acima de tudo, sejam moldados nos padrões de honestidade e justiça, que são tão explorados nos princípios bíblicos.

Surpresas a parte, foi unicamente especial observar a demonstração de capacidade política na articulação promovida pelo Vereador Marcel Alexandre. Graças à sua iniciativa de contestar o projeto desde a primeira deliberação foi que as primeiras reflexões sobre o tema aconteceram com sua devida seriedade; graças à sua articulação de debates com outros vereadores, levantando argumentos e questionamentos, que muitos vereadores puderam julgar melhor o tema; por fim, foi graças à sua disposição em expor-se para defender esses argumentos publicamente que, no dia 31, a moral e a ética puderam comemorar mais essa vitória.

Veja abaixo a lista dos votos CONTRA e A FAVOR da proposta: