“Eu creio em um Brasil melhor!”

“Eu creio em um Brasil melhor!”

Em uma rápida entrevista, Marcel Alexandre, Apóstolo do Ministério Internacional da Restauração e vereador da Câmara Municipal de Manaus pelo PMDB explica por que participou da manifestação do dia 13 de Março e fala sobre o seu olhar de esperança para o futuro do Brasil

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As manifestações pelo país tomam a cada dia uma proporção maior. O povo quer o fim da corrupção e a saída do atual governo. No ato do dia 13, Manaus conheceu seu posicionamento quando o senhor também participou do evento. Como fica sua situação como político afiliado ao PMDB, partido da base governista?

Vivemos em um país democrático e a nossa democracia é representativa do povo, através dos mandatos, que se estabelecem através dos partidos. Os partidos abrigam suas ideologias, sua fé pública, sua crença pública e a maneira como desenvolvem tudo isso. O PMDB é o antigo MDB e ele é símbolo legítimo brasileiro de democracia. No passado, o MDB abrigou muitas correntes partidárias com as quais o PMDB conviveu democrática e pacificamente. Então, essa foi uma das vertentes da minha escolha. Eu faço parte de uma corrente com base em princípios, e princípios bíblicos. Eu tenho fé no Governo do Justo, com princípios em Deus e na Sua Palavra, e o PMDB tranquilamente abriga uma pessoa com esse pensamento. Óbvio que como partido e uma agremiação que agrega pessoas, existem os problemas das pessoas. E eu devo frisar que os problemas em si não são os partidos, mas as pessoas nos partidos, que abrigam suas ideologias pessoais e querem liderar outros a partir dessas ideologias. No caso do PMDB, somos muito livres para pensar, crer e desenvolver nossa fé pública. É lógico que há princípios do partido que eles reivindicam a observância, mas o grande orgulho do PMDB é ser democrático e respeitar as pessoas. Agora mesmo estamos enfrentando o problema de um ministro que poderá ser expulso, porque na última convenção foi tomada a decisão de que ninguém, nesse período de crise, ocuparia cargos, para não comprometer a postura do partido que, neste momento, mesmo sendo da base de sustentação do governo brasileiro, não concorda com esse descalabro da política que está acontecendo a partir de políticos do PT e do próprio PMDB. Eu, como peemedebista, espero que os nossos, nos nossos quadros, sejam investigados e, se comprovado algum ato ilícito, que sejam responsabilizados por isso, pelos atos que fizeram individual e independentemente. Eles, nesses atos, não representam o partido. Então, não é fácil estar numa agremiação que está à frente desse governo e tem pessoas no quadro político envolvidas em escândalos. Mas temos uma posição e compomos o que chamamos de PMDB do bem, e queremos ver o nosso Brasil melhor. Mesmo na crise, esperamos dar a nossa contribuição.

 

A corrupção é um câncer que destrói uma Nação. O senhor acredita que o nosso país, tão conhecido pelo jeitinho brasileiro, ficará livre desse mal?

A corrupção na política não é um infeliz ‘privilégio’ da nação brasileira. Ela existe em diversos países. Recentemente, vimos um político no Japão envolvido em atos de corrupção. Ele renunciou, e eles agem com mais dignidade do que nós e mais experiência até, porque são um país milenar. Vemos corrupção também nos Estados Unidos, país de primeiro mundo, como no caso do Bill Clinton ou o clássico Watergate. Vimos também em Israel, onde um dos prefeitos mais duradouros de Jerusalém estava envolvido em corrupção.

O Brasil não tem esse ‘privilégio’ negativo sozinho. Mas o país precisa fazer uma reflexão, porque ele tem sido marcado ao longo dos anos pela corrupção. Eu acredito que isso desafia a todos nós enquanto nação, independente da posição cristã, porque a Palavra diz: “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor”. Para mim, a única forma de nos livrarmos dessa maldição de corrupção é transformar o coração humano, e essa é uma tarefa da Igreja de Jesus. Como político, eu não terceirizei a responsabilidade da Igreja para a política. O melhor instrumento de transformação de uma sociedade é Deus e a Sua Palavra, e a Igreja como instrumento missionário, agente dessa transformação.

Eu creio no que a Bíblia diz que o reino deste mundo passou a ser do Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará para sempre, numa visão futura, final da história da humanidade. Então, eu creio numa humanidade redimida, transformada. Para que isso aconteça, precisamos estabelecer cidadãos transformados para uma sociedade transformada. Por isso, eu creio no Governo do Justo. “Quando o justo governa, o povo se alegra”. O rei Davi teve uma visão de um justo que governaria. “E será como a luz da manhã, quando sai o sol, da manhã sem nuvens, quando pelo seu resplendor e pela chuva a erva brota da terra.” (II Samuel 23:4). Eu creio que o Governo do Justo é o instrumento de transformação para colocarmos fim aos jeitinhos brasileiros, situações que comprometem a Nação nos dias de hoje e comprometem as nossas gerações e a vida dos nossos filhos.

 

O senhor é vereador, mas sempre deixou claro que o sacerdócio é sua primeira missão.  Como Apóstolo, qual a sua mensagem para o povo diante do contexto atual?

Eu tenho essa visão de sacerdócio por ter uma fé imutável, inabalável, e crer que tudo só acontece a partir de uma relação de Deus para o homem e do homem para Deus. Quem é sacerdote age em todos os sentidos nessa direção. Então, o primeiro sacerdócio, o do Altar, deve estar presente em tudo. Deve estar, claro, na família. O marido e a mulher devem viver na convicção sacerdotal de curar a família e constituir uma família saudável. Acredito que o sacerdócio também precisa estar nos negócios, pois dessa forma, a prosperidade, que é um princípio divino, será alcançada com mais solidez. Assim também não posso fazer política sem visão de sacerdócio. Para o tempo da política de hoje, mais do que nunca é preciso de sacerdócio. A Bíblia diz que a unção quebra o jugo. Tudo que está acontecendo agora tem a ver com o jugo, com uma história antiga de opressão e de corações ruins. Não é a política que é ruim, são os homens que fazem a política, os ditos políticos, que fazem coisas ruins. Esses políticos precisam do alinhamento divino. Então, a unção quebra o jugo. Precisamos de homens e mulheres ungidos para este tempo e para gerarmos um novo tempo. Não podemos pensar que é o fim do mundo ou o fim da picada. Estamos em um processo de transformação e precisamos olhar o nosso futuro com esperança.

Estamos tristes pelo que está acontecendo hoje? Muito. Envergonhados? Muito. Decepcionados? Muito. Frustrados? Muito. Mas desesperançados? Nunca! Alguns acreditam que a esperança é a última que morre. Para mim, a esperança nunca morre. Então, precisamos olhar o que está acontecendo com esperança, ver o futuro com esperança, sem repetir os erros de hoje. Nesse contexto, eu acredito que uma visão sacerdotal nos ajudará a fazer escolhas legítimas, votando e sendo votados com caráter e responsabilidade sacerdotal. “Bem-aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor”. Bem-aventurado é o nosso Brasil, porque Deus é o Senhor, e nós, Igreja do Senhor Jesus, temos o sacerdócio. Se alguém está sem esperança, nós não estamos, porque confiamos no Senhor. Esse tempo vai passar, esse governo que está aí, eu espero que caia, e eu espero que o juízo de Deus continue limpando a nossa nação. Eu creio em um Brasil melhor!