Abusos na Educação

Abusos na Educação

Aproveitando este momento ímpar em nossa vida ministerial, quando passamos pelo maravilhoso Congresso de Consolidação, “Consolidando a Colheita na Geração da Maturidade”, onde o tema principal abordado foi “os abusos na nossa alma”, aproveitamos aqui, também, para ressaltar uma série de violências que são cometidas todos os anos na direção da nossa geração e que são pouco percebidas ou quase nada.

Os números do IDEB, Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, para o Amazonas apontam que as escolas públicas com maior e menor índice de qualidade no ciclo básico de ensino estão concentradas na capital. A informação é do Ministério da Educação (MEC). O IDEB realiza, a cada dois anos, a análise de dois fatores que interferem na qualidade da educação: 1) rendimento escolar (taxas de aprovação, reprovação e abandono); e, 2) médias de desempenho na Prova Brasil, aplicada para crianças do 5º e 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio. No 9º ano, que marca o fim do Ensino Fundamental, houve uma a escola municipal com pior desempenho, localizada na Compensa 2, Zona Oeste de Manaus, com nota 0,9, em uma escala de 0 a 10. Um absurdo!

Fala-se, também, do descaso no transporte escolar, que precário e perigoso como o é, movimenta na região metropolitana da cidade, bem como nas comunidades ribeirinhas, um grande número de estudantes, debaixo de um estado completamente ausente de segurança. Expostos ao sol e à chuva, todos os dias os alunos se submetem a tal tratativa. Estado de insegurança completa.

Descobre-se, vez por outra, uma vergonhosa má gestão do dinheiro público quanto ao destino da merenda escolar. Sem contar com a baixa qualidade já comprovada pelos órgãos competentes. A desnutrição bate à porta.

Algumas unidades escolares sem condições alguma de abrigarem pessoas adultas, quanto mais crianças e adolescentes. Lembro-me de uma situação no ramal do KM 32, onde as crianças aglomeradas em um canto de uma casa, algumas em pé, outras sentadas no chão, recebiam aula pelo fato da escola da região estar em reforma há mais de 1 ano, e com todo o material entulhado. Fora a questão de que tinham que andar 3 km para chegarem nesta ‘casa-escola’, sem banheiro ou bebedouro. Vi adolescentes bebendo água do igarapé e tomando banho no mesmo lugar.

Além dos dilemas e problemáticas citados, temos o bullying entre os estudantes, as drogas muito próximas das unidades, a pedofilia, a falta de segurança, os professores sendo tratados sem a devida atenção, tanto em questões de qualidade, quanto à questão financeira, e assim por diante.

Mas, tem um abuso que creio ser o mais grave de todos: aplicar ensino humanista e pós-moderno sem princípios, voltado completamente ao evolucionismo e à exclusão da existência do Deus Todo-Poderoso, da forma mais institucional e legal possível.

Quando falo isso, não menciono a possibilidade do surgimento de um país fundamentalista, mas atraio para nós aquilo que já é direito adquirido por lei (Leis de Diretrizes e Base da Educação):

“Art. 33. O ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”. (Redação dada pela Lei nº 9.475, de 22.7.1997)

Então, com base nisso, creio que enquanto a formação acadêmica da nossa geração ainda estiver sendo pautada em questões que não envolvem os princípios da Palavra, digo de uma forma correta e sem religiosidade, todo o contexto estará comprometido, pois todas as problemáticas aqui registradas têm como principal fonte a ausência da estrutura divina no cidadão.

E com isso, os abusos, violências e agravos estarão sendo perenizados a cada ano, e nossa geração estará sendo, por completa, comprometida. Somente com uma intervenção com políticas públicas por princípio e justos no poder, este quadro poderá ser mudado.

Pensem nisto. Shalom!

* Colaboração: Alexandre do Carmo, Apóstolo, assessor de planejamento e jurídico.

2 thoughts on “Abusos na Educação

  1. Finalizando meu curso de Pedagogia e diante da experiência nos estágios na Educação Básica, o que percebo é que no Ensino Infantil, ainda há forte presença de canções cristãs e orações mediadas pelas professoras, mesmo nao sendo estas evangélicas. Eu lamento que as demais, mesmo na Ed. Basica, não tem o mesmo direcionamento. Acredito que é necessario pesquisa a respeito, pois é como se houvesse um vacuo entre educacao infantil para a ed. fundamental em diante. Não esquecendo que valores morais tb tem sido esquecidos, e muito menos vividos. Como mediar soluções e/ou melhores alternativas p mudar esse quadro sem saber o exato problema? – Está aqui uma inquietação.

  2. Manaus – Professores do projeto Jovem Cidadão do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam) denunciam estar sem receber há quatro meses. Segundo os professores, diversas promessas de pagamento foram realizadas ao longo dos 120 dias de atraso, mas, até o momento, nenhum valor foi repassado.

    Nenhum professor quis se identificar, com receio de represálias. “Se faltarmos, o valor descontado do nosso salario é absurdo, mas não temos tido dinheiro nem pra pagar a passagem do transporte público“, afirmou uma professora de inglês.

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