COMENDO A FAMÍLIA PELAS BEIRAS: A NOVA LEI DA PALMADA

Por: Arão Amazonas,Ph.D ( Doutor em Aconselhamento pela FCU/USA).

Mais uma vez, o Estado brasileiro tenta fazer intervenções na família, objetivando algemar nossa liberdade dentro de nossos próprios lares. O artigo que foi aprovado pela Câmara e será encaminhado ao Senado proíbe os pais de fazerem uso da palmada em seus filhos.

Reconheço que é necessário que o Brasil se posicione quando falamos de violência infantil e abuso de autoridade por adultos quando o assunto é criança. Em média, 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica por dia no país. Isso representa 12% das 55,5 milhões de crianças menores de 14 anos (Fonte: O Globo). Esta é uma realidade, sim, todavia há tantos outros destroços sociais que se fossem feitas intervenções à violência doméstica, teria uma baixa escala. Somos cabalmente contra o uso da violência em qualquer nível, desde crianças a qualquer faixa etária. O que está em questão é o fato de o Estado achar-se no direito de intervir na maneira como cada pai e mãe neste País devem fazer quando o assunto é disciplina de filhos.

Dentro dos padrões bíblicos, a disciplina é vista como algo salutar e necessário e que deve ser utilizada como instrumento auxiliar na formação dos pequeninos, através de sabedoria e moderação e não apenas como instrumento de punição. Tudo isto debaixo de sensatez, amor firme e propósitos nobres. O uso da varinha promove correção da índole, desenvolve na criança a percepção de seus limites, ajuda na formação de caráter e livra a alma da criança do inferno; é o que diz o livro da sabedoria bíblica. Veja bem, nosso país é interessante; temos e criamos as leis mais modernas do mundo, mas o Estado não faz as devidas observações das mesmas.

O Estatuto da Criança e do Adolescente está aí e é um poderoso instrumento de proteção a milhões de nossos pequeninos. Todavia, a mesma lei beneficia o menor infrator, uma vez que o aparelhamento do Estado é ineficiente e não consegue dar respostas sociais adequadas para a desestrutura social existente. Ou seja, centenas de menores infratores estão incorrigíveis, aprontando aos montes, sem que algo seja feito.

Não adianta querer criar uma lei bonita que aparentemente é saudável e desfalcarmos outras partes da sociedade desprotegendo pais e os cidadãos comuns. Não basta criar a lei contra a palmada, junto a ela é necessário a intervenção com campanhas de conscientização, enfrentamento da pobreza, combate às drogas e intervenções psicossociais nos lares dos milhões de famílias da nação Brasileira.

O Estado quer que apenas criemos nossos filhos e não os formemos. Criar filhos é fácil, basta botar comida na mesa, pagar por uma boa educação ou nem pagar, dar roupas, presentes e agrados. Podemos fazer isto com cachorros, gatos e cavalos. Mas educar filhos requer tempo e atenção, exige disciplina e demanda a imposição de regras claras e firmes que devem ser observadas.

Quem consegue educar filhos sem dar limites? Há crianças fáceis de serem conduzidas, e as que não são? E as que são rebeldes por natureza e não se submetem a nada e a ninguém? A varinha ou a palmada dá limites, estabelece parâmetros de atuação até onde a criança deve ir, traz correção e respeito, ingredientes necessário na formação de um ser humano. Sei que este assunto é polêmico e parece controverso, mas a maioria da população que tem filhos dentro de casa tem votado contra esta ideia absurda que permite que nossos filhos andem sem qualquer correção dentro de nossas casas.

Votamos contra esta lei por princípios bíblicos e por posturas pedagógicas mais tradicionais que acreditam que formar filhos requer limites e atitudes moderadas e sadias. A palmada sempre fez parte da formação de filhos e, certamente, nunca foi ela que desvirtuou os delinquentes que hoje aí existem; a falta dela, certamente sim.
O Estatuto da Criança e do Adolescente existe há anos, por que não houve avanços neste campo? Por que a violência continua sempre crescente? A resposta é fácil: não há observância da lei e, quando há, é sempre para atender determinados interesses ou cumprir protocolos sem que haja um acompanhamento psicossocial das famílias envolvidas.

Não adianta criar uma lei única que impeça que os pais façam uso de disciplina que achem correta em função de pais desequilibrados que fazem uso de seus transtornos e violência para punir menores indefesos.

Se fizermos o bom uso da lei vigente, dando os devidos cuidados, suporte e apoio às famílias mais disfuncionais, com certeza os índices de violência cairão sem que o restante da sociedade seja impedida de exercer sua cidadania no quesito formação de filhos como bem entende e acha o que é melhor para eles, segundo seus princípios, credo religioso e valores pessoais. Isto também é cidadania!

One thought on “COMENDO A FAMÍLIA PELAS BEIRAS: A NOVA LEI DA PALMADA

  1. Creio que estao confundindo,as palmadas para educar e a violencia. Como todas as leis, sao aplicadas ou aplicaveis as familias pobres onde, falta comida na mesa, vestimenta, trabalho e salario digno para a maioria da populacao. Isso gera um grande stress na maioria das familias, e talvez a violencia, pois os filhos nao podem ter o querem porque os pais nao podem dar as coisas basicas. Querem ir p escola estudar e nao podem pois nao existem escolas suficientes para todos. Isso sim gera a violencia, devido as dificuldades na maioria das familias. Os politicos de um modo geral, em todas as campanhas prometem dar um educacao melhor para todas as criancas carentes,ouco isso a muitos e muitos anos, mas, ate hoje faltam escolas. Porque nao criam uma lei obrigando o governo a abrir um escola em cada bairro e gratuito, como todos os paises do primeiro mundo. Entao creio que essa lei, nao elimina a violencia, so vai criar uma outra, contra a sociedade, que ja vive em condicoes precarias.Quem deveria levar umas palmadas, sao as pessoas ou os politicos que criaram essa lei, que nao traz beneficio para os pais,pelo contrario, mais problemas.

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